Marca se popularizou entre todas as idades apostando no esporte, na moda, na arte e na música
Outro fator que facilitou a inserção do produto em pontos-de-venda de todo o país foi a compra da Converse pela Nike. No entanto, a decisão não alterou o DNA da marca. “A Converse tem uma raiz de posicionamento muito forte. Não faria sentido mudar”, diz Ricardo Mohr, Gerente de Marketing da Converse no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Este posicionamento é traduzido pela identidade da marca, que há quase um século é sinônimo de estilo de vida. “A marca tem um conceito underground, cult. É a que mais apareceu em Hollywood e sempre foi ligada à música, o que ajudou a perpetuar o estilo All Star”, explica Luciano Ferrari (foto), Gerente Nacional de Vendas da Converse no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Durante as últimas décadas, o tênis tem representado inúmeras gerações e as suas ideias. Criado em 1917, o Converse All Star foi produzido para a prática do basquete. Mas somente um ano depois o produto ganhou notoriedade. Foi quando o jogador de basquete Chuck Taylor (foto) começou a usar o modelo. A afinidade entre Taylor e o seu All Star era tão grande que, a partir da década de 1930, o tênis passou a levar a assinatura do jogador. Durante anos, equipes do mundo todo usaram o Chuck Taylor All Star, desde colegiais até as grandes ligas.
Com a popularidade do produto, com as novas versões e cores que surgiam, não demorou muito para que o tênis deixasse de ser usado apenas por esportistas. Na década de 1960, celebridades de Hollywood como James Dean apareceram com o modelo. Durante o movimento do Punk Rock, os Ramones também ajudaram a imortalizar o Chuck Taylor All Star. Já na década de 1990, o Nirvana, de Kurt Cobain, confirmou a ideia de que a Converse sempre esteve ligada ao rock’n roll e à rebeldia.
As linhas, produzidas no Brasil, são exportadas para os países do Mercosul e lançadas duas vezes ao ano, acompanhando o calendário da moda. Para os modelos, as equipes de Estilo e Design trabalham em cima de dois principais fatores: o histórico de vendas e as tendências da coleção.
Os quatro universos
Outra influência da Converse são os quatro universos em que procura atuar: música, arte, moda e esportes. “Entendemos que o consumidor circula por esses mundos, por isso fazemos ações que estejam relacionadas a eles. Nosso público-alvo são as pessoas que querem usar o produto de modo diferente”, explica Mohr (foto). Além de eventos e nos próprios pontos-de-venda, essas ações acontecem, principalmente, na internet, que tem um papel fundamental para a marca.
Outra influência da Converse são os quatro universos em que procura atuar: música, arte, moda e esportes. “Entendemos que o consumidor circula por esses mundos, por isso fazemos ações que estejam relacionadas a eles. Nosso público-alvo são as pessoas que querem usar o produto de modo diferente”, explica Mohr (foto). Além de eventos e nos próprios pontos-de-venda, essas ações acontecem, principalmente, na internet, que tem um papel fundamental para a marca.
Uma das primeiras ações realizadas neste sentido foi a Rock Trip. Nela, Gabriel Klein, consumidor da marca, foi a todos os festivais de rock da Europa e postou diariamente a cobertura dos principais shows que aconteceram. Com o sucesso da iniciativa, percebeu-se a oportunidade de criar um blog oficial. A Rock Trip deu, então, origem ao Conversation, blog da marca aberto ao público e sem moderação, administrado pelo próprio Klein.
“Nossa intenção é ouvir o consumidor da forma mais orgânica e sincera possível. A partir do blog, partimos para as principais redes e fazemos ações de ativação e promoções, sempre ouvindo as opiniões e as sugestões dos internautas”, comenta Mohr.
Investimento em pontos-de-venda e vitrines
Outra ação promovida pela marca é o Flashrock, que comemora há três anos o Dia do Rock. A cada edição acontece um show em um lugar diferente e somente no final de semana do evento é que o site oficial disponibiliza o local em que será realizado. Além disso também é possível acompanhar os shows pela internet.
Outra ação promovida pela marca é o Flashrock, que comemora há três anos o Dia do Rock. A cada edição acontece um show em um lugar diferente e somente no final de semana do evento é que o site oficial disponibiliza o local em que será realizado. Além disso também é possível acompanhar os shows pela internet.
“As redes sociais são uma grande ferramenta de pesquisa. Fazemos um trabalho de monitoramento para acompanhar o fluxo e a partir daí montamos as ações e as estratégias que, em sua maioria, envolvem o digital”, explica o Gerente de Marketing da Converse.
Além da internet, a marca tem como plano o foco nos pontos-de-venda para ampliar e melhorar a presença dos produtos nas vitrines. Por enquanto, a Converse ainda não possui lojas próprias. No entanto, a ideia de ampliar os pontos de contato com os consumidores a partir de lojas próprias não é descartada. “Aqui no Brasil a marca ainda é uma criança, mas a possibilidade existe”, explica o Gerente de Marketing.
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